Olás!! Cá estou eu… tentando organizar a vida e principalmente os sentimentos. Descobrir quais são eles e como devo administrá-los… descobrir quais são os meu reais desejos para a vida (não quero mais empurrá-la com a barriga! quero mesmo colocar meus desejos como prioridade… mas quais são eles? não quero mais levar a vida somente cumprindo meus papéis sociais!) e correr atrás desses desejos… E é tudo tão complexo, tudo tão misturado, tudo tão interligado. Sem contar na montanha-russa de sensações e estados de espírito… tudo muda em segundos! Gostaria de ser mais equilibrada nessa questão… mas – PORRA!! – eu já me seguro em tantos outros quesitos!! Com essa mudança de relacionamento estou aproveitando para rever outras questões da vida também, já que é pra sofrer por uma coisa, que venha uma enxurrada de coisas a serem mudadas!! E mudança é bom, é bom, é ótimo!! Dói sim… tá doendo pra caramba… mas me faz ver que estou viva. E não posso desperdiçar uma vida… isso sim seria um pecado: o desperdício da vida. Claro que estou tentando suportar, administrar e viver com as consequências todas… eis algumas que me ocorrem agora:
Contas a pagar e menos dinheiro (e talvez menos possibilidades…)
Coisas da casa… até já abri mão da ajudante que cozinhava…
A solidão que paira em minha cabeça… aquela solidão ruim e não aquela boa, aquela que a gente deseja…
Os olhares curiosos das pessoas, o tratamento diferenciado agora – algumas pessoas estão ‘cheias de dedos’ para falar comigo…
E n outras que não percebo agora. Ainda bem!! Vamos aos poucos, senão não sobrevivo!! Até as amizades-coloridas parecem que sentiram minha mudança… e para a pior! Estão mais sumidas, menos envolvidas, desconfiadas. Talvez seja minha percepção de momento… e por isso mesmo não seja real, já que estou analisando no meio desse turbilhão de coisas… Mas talvez o interesse deles se baseava muito na impossibilidade, no risco, na aventura… e talvez eu não possa mais oferecer isso para eles. Sei lá! O V., por exemplo, estressou comigo em dezembro… ficamos semanas sem contato nenhum e depois reapareceu com a história de que estava muito complicado me suportar, eu estava muito triste, reclamona com ele e sobre ele, cobrando coisas que ele não poderia oferecer e muito menos que eu teria direito… Vai saber? Tentei fazer um flashback e ver se realmente estava me comportando daquela maneira, mesmo que inconsciente… e acho até que eu estava! Conversamos depois, nos reencontramos, mas ainda não está bom como estava antes. Hoje, por ex., era para ele vir e não veio. Disse que está muito gripado e que está em casa inclusive, não foi para a empresa… quem é que sabe? Adiantaria eu chutar o balde e fazer mil perguntas? Cobrar se ele está mesmo doente ou lá em Salvador, na festa da lavagem da escadaria do Bonfim? Não… eu nunca saberia e só afastaria ainda mais ele de mim. Acho que preciso de uma decisão sobre ele sim, até porque como estou sozinha preciso me libertar para seguir adiante com ele mesmo ou para investir em outro alguém, investir integralmente, de maneira verdadeira e real. Não com o brilho dos amantes somente. Mas não estou emocionalmente em condições disso agora para me ‘livrar’ dele, desse tipo de relacionamento. De alguma forma isso tem me ajudado, tem preenchido o vazio do sentimento, a lacuna ‘amor & sexo’ dentro de mim. Mas anote aí: vou resolver essa pendência com ele. E será outro ciclo da vida, outra fase. Com ou sem ele. Vai doer de novo, mais uma dor… mas vai ser bom também. Vou dar um up na vida, subir mais um degrau.
Paro por aqui. Essa fase será assim: desabafos do nada… as vezes sem conexão, sem noção. Com tudo junto e super misturado. Fui!